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sábado, 16 de novembro de 2013

FBI alerta que hackers acessaram computadores do governo dos EUA

Memorando diz que falha em software permitiu onda de invasão.
Exército e departamentos de energia e saúde teriam sido afetados.

Hackers ligados ao Anonymous seriam responsáveis pelo ataque, segundo FBI (Foto: Reuters/Pawel Kopczynski) 
Hackers ligados ao Anonymous seriam
responsáveis pelo ataque, segundo FBI (Foto:
Reuters/Pawel Kopczynski)

Hackers ativistas ligados ao coletivo conhecido como Anonymous acessaram secretamente computadores do governo dos Estados Unidos em várias agências e roubaram informações confidenciais em uma campanha que começou há quase um ano, alertou o FBI esta semana.
Os hackers exploraram uma falha no software da Adobe Systems Inc para lançar uma onda de invasão eletrônica, que começou em dezembro passado, de acordo com um memorando do FBI, a polícia federal dos EUA, obtido pela Reuters.
O memorando, distribuído na quinta-feira, descreveu os ataques como "um problema generalizado que deve ser abordado". O memorando afirma que a invasão afetou o Exército dos EUA, o Departamento de Energia, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos e talvez muitas outras agências.
Os investigadores ainda estão reunindo informações sobre o alcance da campanha cibernética, que as autoridades acreditam ser contínua.

domingo, 25 de agosto de 2013

Cidades do futuro: você gostaria de viver em uma cidade inteligente?

Empresas de tecnologia já estão colocando em prática, em todo o mundo, projetos para tornar as cidades mais conectadas e automatizadas.

Você gostaria de viver em uma cidade com a qual pode interagir? Uma cidade que age como um organismo vivo e que pode responder a suas necessidades.
Empresas de tecnologia já estão colocando em prática, em todo o mundo, projetos para tornar as cidades mais conectadas e automatizadas (Foto: BBC) 
Empresas de tecnologia já estão colocando em prática, em todo o mundo, projetos para tornar as cidades mais conectadas e automatizadas (Foto: BBC)
Em todo o mundo essas cidades já estão sendo construídas, de Masdar, em Abu Dhabi, até Songdo, na Coreia do Sul. Agora, a cidade caótica mais próxima de você pode estar na fila para uma reformulação.
No futuro, tudo na cidade (do sistema elétrico, passando pelos esgotos até as estradas, edifícios e carros) estará conectado à rede. Edifícios apagarão as luzes por você, carros auto conduzidos encontrarão sozinhos a vaga de estacionamento e até as lixeiras serão inteligentes.
Mas quem irá monitorar e controlar os sensores que estarão cada vez mais em cada prédio, poste e cano da cidade? É esse o futuro que realmente queremos?
Empresas de tecnologia como a IBM, a Siemens, a Microsoft, a Intel e a Cisco estão ocupadas vendendo seus programas para resolver uma série de problemas das cidades, desde vazamentos de água até a poluição do ar e os engarrafamentos.
Em Cingapura, em Estocolmo e na Califórnia, a IBM coleta dados sobre o trânsito e os processa com algoritmos para prever onde acontecerão os engarrafamentos uma hora antes que eles comecem.
No Rio de Janeiro, a empresa construiu uma sala de controle no estilo da Nasa, onde diversas telas reúnem dados de sensores e câmeras localizadas em toda a cidade.
No total, a IBM tem cerca de 2,5 mil projetos de cidades inteligentes no mundo e, inclusive, registrou a expressão 'smarter cities' (cidades mais inteligentes, em tradução livre).
Mas essas empresas também são alvo de críticas pela forma como conduzem essa reestruturação das cidades.
"Algumas pessoas querem ajustar uma cidade como se faz com um carro de corrida, mas estão deixando os cidadãos fora do processo", diz Anthony Townsend, diretor do Instituto do Futuro e autor do livro Smart Cities: Big Data, Civic Hackers, and the Quest for a New Utopia ('Cidades inteligentes: grandes dados, hackers cívicos e a busca por uma nova utopia', em tradução livre).
Transferência de tecnologia
A IBM afirma que envolve os cidadãos em seus projetos de cidades inteligentes. Em Dublin, a empresa trabalhou com o governo local para abrir enormes quantidades de dados disponíveis sobre a cidade, o que deu origem a aplicativos como o ParkYa, que usa dados sobre o trânsito para ajudar as pessoas a encontrar as melhores vagas de estacionamento na cidade.
Na cidade de Dubuque, no Estado americano do Iowa (onde está desenvolvendo medidores de consumo de água inteligentes), a IBM forneceu os dados aos cidadãos por meio de um portal comunitário, para que eles possam checar seu consumo e compará-lo com o dos vizinhos.
Mas faz sentido que, para a empresa, as cidades sejam um problema esperando por uma solução.
"Precisamos construir cidades que se adaptem às necessidades dos (seus) cidadãos, mas antes não era possível porque não havia informação suficiente", diz Lisa Amini, diretora de pesquisa da IBM.
Ela faz a comparação entre os 'bens' das cidades, como semáforos, trânsito, canos de água, e os bens das grandes empresas, para os quais os sistemas e programas da IBM foram desenvolvidos originalmente,
Mas Townsend não está convencido de que a tecnologia pode ser transferida tão facilmente. 'Governos não tomam decisões como negócios tomam. Cidadãos não são consumidores', diz.
A China está construindo dezenas de novas cidades e está começando a adotar enormes salas de controle como a que a IBM criou no Rio. Mas isso preocupa o pesquisador.
"E se pessoas ruins tomarem o poder? Estamos criando capacidades que podem ser mal utilizadas?", questiona o pesquisador.
Rede de cidadãos
Há um outro capítulo na história das cidades inteligentes, nesse caso escrito pelos cidadãos que usam aplicativos, sensores de fabricação própria, smartphones e a internet para cooperar com a resolução dos problemas da cidade.
Don't Flush Me é sistema simples formado por um pequeno sensor de fabricação amadora e um aplicativo que ajuda a resolver um dos maiores problemas do sistema hidráulico de Nova York.
Toda vez que a cidade é atingida por uma chuva forte, o esgoto sem tratamento acaba sendo jogado diretamente no rio. São milhões de metros cúbicos por ano.
Usando um processador Arduino, que mede o nível da água no sistema hidráulico, o sistema informa pelo aplicativo Don't Flush Me o momento em que não se deve dar descarga, a fim de não sobrecarregar o sistema.
Já a rede de sensores Meanwhile Egg alerta a população para as más condições da qualidade do ar, que a cada ano resulta na morte de 2 milhões de pessoas nas grandes cidades.
Os sensores são instalados por moradores, coletando dados sobre gases de efeito estufa, óxido de nitrogênio (NO2) e monóxido de carbono (CO).
Os dados alimentam um sistema que localiza em um mapa os níveis de poluição ao redor do mundo.
Envolver os cidadãos no processo de melhora da qualidade de vida das cidades é crucial, diz Andrew Hudson-Smith, diretor do Centro para Análise Espacial Avançada da University College de Londres.
Hudson-Smith e sua equipe criaram um painel que reúne dados da capital britânica. Assim como o centro de controle do Rio, o painel coleta dados de poluição, clima e do nível dos rios.
Mas o painel de Londres vai além e mostra os tópicos mais discutidos do Twitter e o nível de felicidade da população. O mesmo painel está disponível na internet.
Sob pressão
A realidade é que a maioria dos projetos de cidades inteligentes é de pequena escala, como as iniciativas de geração de energia solar ou programas de compartilhamento de transporte.
Para Hudson-Smith, do Centro para Análise Espacial Avançada, "há muito alvoroço sobre as cidades inteligentes, mas ainda não há tecnologias que estão realmente mudando a vida das pessoas".
O pesquisador afirma, no entanto, que vivemos em um momento de mudanças e que, em cinco anos, as "coisas serão incrivelmente inteligentes".
Quando este dia chegar, a infraestrutura de dados se tornará tão importante quanto a infraestrutura de trens e estradas.
Se os dados serão controlados por grandes corporações ou pelos cidadãos é outra questão. Nesse caso, é bom pensar qual é a razão de existência das cidades, alerta Dan Hill, da empresa de pesquisa Fabrica.
"Não planejamos cidades para serem eficientes, mas sim para serem locais de cultura, comércio, uma comunidade", diz.
Na pressa para fazer as coisas funcionarem melhor, podemos estar prestes a perder um grande bem, avalia a pesquisadora.
"Serão os cidadãos inteligentes os que farão as cidades inteligentes", conclui Hill.

 

sábado, 13 de julho de 2013

Microsoft facilitou espionagem do governo dos EUA, diz jornal

Companhia teria ajudado órgãos a burlar seus sistemas de segurança.
Empresa diz que não facilita ou dá acesso a quaiquer de seus serviços.

A Microsoft ajudou o governo dos Estados Unidos a interceptar os dados de usuários de seus serviços na internet, segundo informou reportagem publicada nesta quinta-feira (11) pelo jornal britânico “The Guardian”.
O esforço da companhia compreendeu, inclusive, um auxílio para quebrar a criptografia (embaralhamento de código) de seus serviços na internet, de acordo com documentos vazados pelo ex-agente da CIA, Edward Snowden, que trabalha para a Agência de Segurança Naciona (NSA, na sigla em inglês), responsável por programas de espionagem.

Em junho, o "Guardian" e o "The Washington Post" revelaram que a NSA mantém um programa de espionagem on-line chamado Prism, que monitora a troca de dados feitas pelos serviços na web de Apple , AOL, Facebook, Google, Microsoft, Yahoo!, Skype, YouTube e Paltalk.
A ajuda da Microsoft ocorreu porque a Agencia de Segurança Nacional não havia conseguido interceptar os chats na web no novo portal Outlook.com, que substituiu o site Hotmail.
Os e-mails trocados pelos usuários não eram problema, porque a NSA tinha acesso a uma versão deles antes de serem criptografados. As preocupações da agência em conseguir acessar os dados no novo portal começaram ainda quando a Microsoft testava o novo portal, em julho de 2012. O novo portal foi lançado em fevereiro de 2013.
Por conta da dificuldade, a companhia passou a trabalhar com a polícia federal dos EUA (FBI) para quebrar a criptografia dos chats.
A Microsoft afirmou, por meio de comunicado, que “quando atualiza ou melhora seus produtos não se isenta de precisar cumprir com existentes ou futuras demandas legais”.
A companhia alegou que cedeu dados de consumidores “apenas em resposta às demandas governamentais e sempre os cumpriu apenas com ordens ou pedidos sobre contas e identidades específicas”.
A colaboração não se limitou ao Outlook. A Microsoft trabalhou com o FBI também para permitir à NSA acesso facilitado ao seu serviço de armazenamento SkyDrive, que possui 250 milhões de usuários.
Decisões secretas permitiram à NSA coletar dados de internautas sem mandados judiciais individuais, desde que seus alvos não fossem cidadãos norte-americanos e não estivessem dentro do território dos EUA.
No entanto, os documentos revelados pelo "Guardian", mostram que informações captadas pelo Prism eram compartilhados com o FBI e a CIA, serviço secreto dos EUA.
As empresas de tecnologia pressionam o governo dos EUA para que revelem em que nível ocorreram suas colaborações a programas de espionagem. O objetivo é mostrar aos usuários de seus serviços que houve preocupação em cumprir as políticas de privacidade. A Microsoft e outras empresas envolvidas negaram dar acesso aos seus servidores.
Veja a nota da Microsoft na íntegra:
“Nós temos claros princípios que guiam a resposta de toda a companhia em relação às demandas governamentais por informação de consumidores tanto via pedidos judiciais quanto por motivos de segurança nacional.
Primeiro, nós levamos  muito a sério nossos compromissos com nossos clientes e a aderência com a aplicação de leis, por isso cedemos dados de consumidores apenas em resposta a processos legais. Segundo, nosso time examina todas as demandas de perto, e nós as rejeitamos se acreditamos que não sejam válidas. Terceiro, apenas atendemos pedidos sobre contas e identidades específicas, e não responderíamos ao tipo de requisição discutida na imprensa ao longo das últimas semanas. Para ser bem claro, a Microsoft não cede a nenhum governo cobertura ou acesso direto ao SkyDrive, Outlook.com, Skype ou qualquer de nossos produtos.
Finalmente, quando atualizamos ou melhoramos produtos, obrigações legais, em certas circunstancias, requerem que nós mantenhamos a possibilidade de prover informação em resposta a pedidos legais ou mediante requisição em nome da segurança nacional. Existem aspectos nesse debate que gostaríamos de discutir mais abertamente. É por isso que solicitamos transparência adicional que pudesse ajudar todos a entender e debater esse importante assunto."

 

domingo, 7 de abril de 2013

Em meio a tensão, hackers invadem sites do governo da Coreia do Norte

Grupo ativista hacker Anonymous assumiu ataque.
Foto postada no Flickr mostra ditador Kim Jong-un com nariz de porco.

Hackers aparentemente invadiram pelo menos dois sites do governo da Coreia do Norte nesta quinta-feira (4), em meio à crescente tensão militar na Península Coreana.
A conta Uriminzokkiri, da Coreia do Norte no Twitter e no Flickr, pararam de mandar seu conteúdo habitual, como fotos do ditador Kim Jong-un em encontros com autoridades militares.
saiba mais
Em vez disso, uma imagem postada nesta quinta mostrava o rosto de Kim com um nariz de porco e com um desenho de Mickey Mouse no peito.
O texto criticava Kim por ameaçar uma guerra e, ao mesmo tempo, deixar seu povo "morrer de fome".
Outro post é assinado pelo grupo ativista hacker "Anonymous".

    Foto postada no Flickr mostra ditador Kim Jong-un com nariz de porco. (Foto: Reprodução)Foto postada no Flickr mostra ditador Kim Jong-un com nariz de porco. (Foto: Reprodução)

     

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